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OPERAÇÕES ESPECIAIS TREINAM PARA CLIMAS FRIOS

A capacidade para operar em climas frios - conhecimento da doutrina, formação, treino e equipamentos adequados -  permitem às Forças de Operações Especiais do Exército Português, cumprir missões que o governo português decida atribuir-lhes, especialmente no âmbito de forças multinacionais nas quais estejamos empenhados.

Às primeiras horas da manhã, a mais de 1.900m de altitude, começamos a entrar pela “neve dentro” através de um apertado e discreto acesso escavado no gelo, sente-se a temperatura descer e, no meio dos equipamentos e armas, temos dificuldade em perceber quantos militares estão neste minúsculo abrigo invisível nas entranhas do manto branco que cobre o ponto mais alto de Portugal.

A capacidade para operar em climas frios – conhecimento da doutrina, formação, treino e equipamentos adequados – permitem às Forças de Operações Especiais do Exército Português, cumprir missões que o governo português decida atribuir-lhes, especialmente no âmbito de forças multinacionais nas quais estejamos empenhados.

Um sargento, dois primeiros-cabos e um segundo-cabo de uma das equipas do SOTU (Special Operations Task Unit) “Charlie”(1), efectuaram este treino. Num empenhamento real – por exemplo uma acção de reconhecimento especial – podem actuar a partir dali, de noite ou de dia…enquanto houver neve! O espaço é mínimo, mas tem que acomodar os militares equipados com os volumosos fatos para temperaturas negativas, as mochilas com todo o equipamento individual – incluindo naturalmente vários itens específicos para o tipo de clima, sem os quais a morte é certa nestas condições extremas – rações de combate, armamento e munições. Os homens estão deitados e o mais que conseguem para se movimentar é gatinhar. Paciência e total ausência de qualquer resquício de claustrofobia são indispensáveis. Por outras palavras, nervos de aço!

Diz-nos o Tenente Daniel Silva, 2.º comandante do SOTU “Charlie”: “a construção de pontos de observação e abrigos em neve mantém um sistema de alerta ativo, permite o repouso e em situações de extremo desgaste aumenta a capacidade de sobrevivência na prossecução da missão atribuída. Para a manutenção da capacidade operacional, procuramos sempre o treino adaptado o mais possível à realidade, pois o seu emprego depende de inúmeros …read more

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