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A GUERRA DO ULTRAMAR, ESCRITA POR QUEM A COMBATEU (I)

Mais de 40 anos depois a experiência real do que foi o combate em África, pela escrita de um antigo Primeiro-Cabo Pára-quedista.

Iniciamos hoje a publicação de uma série de relatos sobre situações envolvendo combate no antigo Ultramar português. Factos reais, bem descritos, por vezes duros de ler, de alguém que sentiu necessidade de os contar. São textos curtos mas do nosso ponto de vista constituem um grande contributo para se entender muito sobre a guerra, todas as guerras e esta em concreto. Quem os escreveu apenas quer ser descrito como “um Primeiro-Cabo Pára-quedista“, e porque o conhecemos há muitos anos, respeitamos isso e aceitamos a publicação, que aliás insistimos para dar a conhecer nestas páginas do Operacional. Os factos foram passados em Angola, com militares do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 21, nos anos 70 do século XX.

Mais de 40 anos depois a experiência real do que foi o combate em África, pela escrita de um antigo Primeiro-Cabo Pára-quedista.

Aqui estamos longe dos considerandos de ordem política e estratégica que consomem – e ainda bem, note-se, são necessários – académicos e estudiosos, nacionais e estrangeiros, sobre a presença militar portuguesa em África. Esta é uma face da guerra, aquela que muitos viram olhos nos olhos, e que mais de 40 anos depois continua viva, por vezes demais, na sua memória.

É a guerra “com as botas no chão” na verdadeira acepção da expressão, a guerra da capacidade técnica individual muito aperfeiçoada nos mais baixos escalões da hierarquia, do espírito de sacrifício nas suas expressões mais dolorosas, da camaradagem, do heroísmo em combate, da dor dos ferimentos sofrido e causados, da sobrevivência e da morte. A dos amigos e a dos inimigos.

Não é fácil encontrar quem tenha experiência de combate real e ao mesmo tempo esteja disposto a escrever sobre os factos com esta sinceridade. Estamos agradecidos ao autor, esperamos com esta publicação dar o nosso contributo para a divulgação daquilo que foi a …read more

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