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Se o Irã fizer mais um movimento, vai ter guerra com Israel

Esta é a conclusão inevitável do confronto em relativa surdina no último fim de semana, quando provocação via drone levou a ataque aéreo em grande escala

Por Vilma Gryzinski

Perder sua força aérea para Israel já é quase uma tradição na Síria. A última vez que isso aconteceu em grande escala, foi em junho de 1982, no começo da Guerra do Líbano.

Resultado: 82 caças sírios de fabricação soviética derrubados (de um total de 100), 30 baterias antiaéreas destruídas. Sobrou uma. Israel teve dois caças avariados. Foi a maior batalha aérea desde a II Guerra Mundial.

Os combates entre os dois países, com enorme desvantagem tática e estratégica para a Síria, só tiveram um cessar-fogo por imposição do presidente Ronald Reagan. A imprensa soviética divulgou na época uma notícia não só falsa, como delirante: Israel tinha perdido 67 caças.

Como a parte mais importante para quem inventa uma fake news é não acreditar nela, a superioridade do material bélico fornecido pelos Estados Unidos a Israel ficou evidente.

David Ivry, o comandante da Força Aérea israelense na época, disse ter ouvido confidencialmente que os soviéticos identificaram muito bem seus pontos fracos – os mesmos, em termos tecnológicos, que acabaram levando ao desmanche do império vermelho.

Diante de um histórico assim, por que sírios e aliados não estão comemorando com grande festas o primeiro caça israelense que derrubam desde 1982?

Provavelmente porque sofreram perdas que estão procurando esconder. Ou seguindo instruções de seus amigos.

Ter amigos importantes é a estratégia de sobrevivência do regime sírio. Rússia, Irã e Hezbolllah, hoje a força dominante no Líbano. Com esse tipo de apoio, conseguiu o que parecia impossível: manter-se no poder depois de uma guerra civil de proporções bíblicas, com a grande maioria do país, os muçulmanos sunitas, lutando ou torcendo contra.

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