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Guarda Marítima de Moro irrita a MB e repete missão de outras entidades que já existem

Por Roberto Lopes
Especial para o Poder Naval

Inimiga feroz da ideia de o país ter uma Guarda Costeira, a Marinha do Brasil (MB) ficou surpresa e irritada com a iniciativa da Secretaria de Segurança Pública do Ministério da Justiça de, ainda em janeiro, começar a estudar, de forma reservada, a implantação de uma Guarda Nacional Marítima e de Fronteiras.

A notícia dessa cogitação pela Pasta comandada pelo ex-juiz Sérgio Moro foi publicada, a 9 de fevereiro passado, pelo portal O Globo Online.

De acordo com um oficial da Marinha ouvido (sob a condição de anonimato) pelo Poder Naval, o temor da Força é que, funcionando no âmbito de um governo de forte tendência “mudancista”, como o de Jair Bolsonaro, uma “Guarda Marítima” evolua, rápida e firmemente, para uma Guarda Costeira de verdade, uniformizada e fortemente hierarquizada – ainda que no âmbito de um ministério civil, como o da Justiça.

O cenário internacional mostra que tal combinação, se efetivada, não representaria um paradoxo. Ao contrário.

A Prefectura Naval (Guarda Costeira) da Argentina possui as patrulheiras rápidas mais modernas da América do Sul (quatro barcos do modelo Shaldag, de 72 toneladas, fabricados em Israel), 40 aeronaves, mais de 45.000 homens e mulheres, e está no organograma do Ministerio de Seguridad (Ministério da Segurança), dirigido pela toda poderosa cientista política Patricia Bullrich, uma amiga pessoal do presidente Mauricio Macri.

No Brasil, há pelo menos um mês a Marinha vem acompanhando as conjecturas dos especialistas que assessoram o ministro Moro no assunto de fronteiras. E, de acordo com o que o PN pôde apurar, o que intriga (e incomoda) alguns chefes navais, é que os objetivos da nova organização – atuação em “zonas pesqueiras, de portos, na fiscalização de embarcações e em pontos turísticos” – em nada, absolutamente, oferecem alguma novidade.

“Equipes Náuticas” – Na verdade, tais metas apenas repetem …read more

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